O nosso jantar “early bird” no Taste of Belgium

Em dezembro, eu e maridão fizemos 9 anos de casados e ganhamos dos meus sogros um vale-presente do restaurante Taste of Belgium.  Então semana passada aproveitamos que a filhota de 6 anos se independizou, decretando que vai dormir todas 6as na casa dos avós e resolvemos fazer um kit jantar+cinema.

O Taste of Belgium fica no shopping Palm Beach Plaza Mall, onde também tem um complexo de salas de cinema. Como o filme (The Hobbit) começava às 20:45h, resolvemos ir mais cedo para aproveitar o nosso jantar tranquilamente.

Chegamos e fomos simpaticamente recebidos pela supervisora do lugar, uma jamaicana muito amável e sorridente que nos deixou escolher a mesa que queríamos. A seguir veio o garçom de bebidas que nos deu o cardápio de bebidas e gentilmente disse que a gente pedisse logo, ainda aproveitava a promoção de 2×1 da happy hour. Pedimos duas piñas coladas porque eu não bebo cerveja, mas os cervejeiros têm à sua disposição um cardápio com especialidades belgas.

nossas bebidas 2x1

 

cardapio de cervejas

Algumas das especialidades

A seguir, veio a garçonete de comida e nos deu uma melhor surpresa ainda: como faltavam 5 min. para as 19h, nós ainda tínhamos o direito de escolher do menu early bird. Para quem não sabe, a expressão early bird, em inglês, se refere a pessoas com o hábito de fazer tudo mais cedo, acordar cedo, comer cedo e dormir cedo. Normalmente são pessoas mais velhas e quem tem pais ou avós que almoçam às 11h e jantam às 17:30h podem por a mão aqui. 😉 Como uma forma de tornar seus restaurantes mais rentáveis, alguns restaurantes fazem menus com desconto, como uma forma de não deixar o restaurante vazio num horário que não costuma atrair a maioria das pessoas. O menu costuma ter um preço fixo com poucas opções de pratos e é oferecido das 17h às 19h.

O bom foi que nós fomos ao Taste of Belgium preparados para pagar caro. Até brincamos que o gift certificate de $30 só ia dar para pagar a sobremesa, então a dupla surpresa de comida e bebida mais baratos nos fez ficar felizões antes mesmo de comer, huahuahua. O early bird menu custa $27,50 e te dá 2 opções de entrada, 2 opções de prato principal e uma escolha entre sobremesa ou café. Não sei se todos os dias é igual, mas no dia que fomos dava para escolher entre uma salada ou uma sopa de cogumelos de entrada, uma garoupa ou um filet mignon com molho de cogumelos de prato principal e a sobremesa era uma bola de sorvete com salada de frutas. Nós dois escolhemos igual: sopa e filet mignon.

sopa de cogumelos

Sopa diliça com pãozInho

filet mignon

Filet mignon tão molinho que nem precisava cortar…

Pelo o que a gente notou, todos os pratos principais vinham com as batatas fritas típicas da Bélgica, que sempre vem em um cone e com maionese e ketchup de acompanhamento. A sopa estava ótima, mas o filet mignon estava di-vi-no. A carne era tão macia que nem precisava cortar, era só dar uma puxadinha com o garfo e a faca, o molho dava a vontade de lamber o prato. Eu nem consegui terminar a sobremesa de tão cheia que estava mas as frutas estavam fresquinhas e o sorvete eram bons também. Meu marido finalizou o jantar com um chá de hortelã que era bem gostosinho e fresco.

salada de frutas

Sobremesa

chá de hortelã

Olhem que copo de chá mais lindo

No final a conta deu $64 e veio sem taxa de serviço (existem restaurantes que incluem e outros não), sendo que nós acrescentamos $11 de gorjeta porque estávamos realmente satisfeitos com tudo: com o fato deles terem oferecido o menu early bird para escolher (muitos restaurantes têm essa opção, mas nem sempre os garçons avisam, olhem a pegadinha), com o fato do garçom de bebidas também nos ter alertado para a promoção 2×1 da happy hour e com tudo em geral.

Agora vejam se valeu à pena: no site do restaurante dá para ver que a sopa custa $6.50 e o “filet mignon Belgique” $26.75. Isso sem nem contar a salada de frutas com sorvete que não fazem parte do menu “normal”, então não podemos comparar o preço.

Assim que fica a dica para aqueles que se dispuserem a sair um pouquinho mais cedo da praia a tempo de ter um jantar mais econômico. Também é uma boa pedida para quem tem crianças pequenas que provavelmente vão estar cansadas de brincar o dia inteiro na praia e não vão aguentar estar acordadas para um jantar mais demorado. :)

Anúncio importante: O Westin Aruba vai fechar!

Pessoal, um post rápido de última hora: ontem o grupo que comprou o prédio do Westin anunciou que o hotel vai operar até o dia 26 de fevereiro e depois disto estará fechado para renovação. Ainda não se sabe quantos meses a renovação vai durar. Enquanto isso, todos os trabalhadores continuarão a receber seu salário, mas aqueles que quiserem se desligar receberão um pacote de compensação.

O curioso é que essa história que saiu à luz ontem à tarde é bem diferente do que havia sido anunciado no dia 7 de novembro, quando o RIU anunciou que havia comprado o hotel. Ontem quem se pronunciou foi o advogado representante do grupo Infinity, que comprou o edifício e o que ele explicou foi: em 2006 o hotel havia sido vendido para o grupo Belfonti por $230 milhões, valor que foi todo financiado pelo banco americano Wachovia, com o compromisso de que uma renovação completa ia ser feita.

No entanto, o grupo Belfonti não cumpriu com o pago ao banco e nem com a renovação que deveria ser feita para elevar o hotel ao nível exigido pelo Westin. Como consequência, em 2009 o banco tomou o hotel do grupo Belfonti pelo seu incumprimento de suas obrigações financeiras. E quando o banco tomou o hotel de volta, ele não estava disposto a fazer os investimentos necessários, pois já tinha perdido bastante dinheiro nessa história. Resultado: o Westin não estava nada contente em dar o seu nome para um hotel que não estava à sua altura. Segundo o advogado, a renovação é especialmente necessária para o elevador, a cozinha e os quartos, o que eu imagino que deva ser verdade, porque eu conheço só a parte externa e ela me parece bem bonita e cuidada.

Em 2013 começaram as negociações do banco com o grupo espanhol Infinity para que eles comprassem o edifício. E a partir de 27 de fevereiro, esse grupo passa a ser dono do hotel. O advogado falou que o grupo está negociando com o RIU para eles gerenciem o hotel e ponham o seu nome, mas nada está definido. Pode ser que o hotel reabra com outro nome. Juridicamente, os funcionários têm garantia de continuar recebendo seu salário, mas com tanta indefinição é bastante provável que a maioria aceite o pacote.

Que o hotel vai reabrir, com certeza. Porque um hotel pé-de-areia em Palm Beach é o sonho de muitos hoteleiros, ainda mais considerando que já não existe nenhum trecho em Palm Beach disponível. Aliás, existe um compromisso do governo de não vender mais nenhum terreno nem em Eagle nem em Palm Beach e deixar os trechos que restam como praia pública, então se um hotel quiser se instalar em Aruba, só se for no centro (já anunciaram um) ou em San Nicolas.

O link para a notícia está aqui, em papiamento.

 

Atualização de novembro de 2014: o edifício já reabriu com o nome de Riu Palace Antillas

Notícias atualizadas de Aruba

Faz tempo que eu não escrevo no meu bloguinho, mas não é por falta de assunto, é por falta de tempo mesmo. Como muita coisa anda rolando por aqui, resolvi fazer uma compilação das últimas semanas.

  • Essa está sendo a temporada de chuvas mais seca que eu vi desde que me mudei. Simplesmente não houve. Não estamos tendo chuvas regulares, como seria de se esperar. Com sorte, uma chuva esporádica por semana e olhe lá. Sorte dos turistas e azar o nosso, que estamos sofrendo com o ar seco.
  • A Mainstreet já está totalmente remodelada e com os dois bondinhos funcionando o dia inteiro. Vale a pena aproveitar o passeio, que ainda é de graça. Os bondinhos funcionarão grátis por dois anos.
vista da mainstreet

Vista atual da Mainstreet

  • No dia 7 de novembro, o RIU notificou o governo que comprou o Westin. Não foi uma grande surpresa porque os donos do edifício costumam trocar de inquilinos antes de dez anos (por motivos fiscais), tanto que, quando eu conheci Aruba, aquele hotel se chamava Wyndham, antes disso ele era o Hilton e antes era o Concorde. O RIU assumiu o compromisso de manter todo o staff do Westin e eles têm 2 meses para fazer a transição. O RIU anunciou que vai fazer uma reforma de 30 a 40 milhões de dólares para adaptar o edifício ao resto do complexo.
  • A Aruba Airlines está operando regularmente, mas aquele vôo direto para o Brasil ainda não tem previsão de estrear. Quando a companhia aérea foi lançada no ano passado, eles tinham a ideia de começar grandes, com vários vôos para diferentes destinhos. Mas, pelo jeito, alguém com mais juízo tomou a boa decisão de começar com um destino por vez, para ver como vão as coisas. Então, eles começaram voando para o Panamá e, aos poucos, foram acrescentando outros destinos. O vôo para São Paulo continua entre as promessas e até onde eu sei, eles até compraram um slot de madrugada em Guarulhos, mas eu não me arrisco a dizer quando vai iniciar.
  • No dia 22 de novembro foi a abertura do Ritz-Carlton de Aruba. Ele abriu com 320 quartos e diária começando em $620 e chegando a $4.200. O hotel abriu já lotado e não tem quartos livres até fevereiro do ano que vem, assim que pelo visto, para muita gente o preço da diária não é um problema. Pelo o que eu vi, ele não me pareceu tão luxuoso quanto um Ritz-Carlton deveria parecer. Pelo menos eu acho que o lobby do Marriot é mais bem acabado, mais chique. Para quem quiser ver por dentro, tem um vídeo aqui.
  • No dia 2 de dezembro, a Lan Colombia fez o seu vôo inaugural para Aruba. Eles estão operando em conjunto com a TAM para trazer turistas do Brasil. O horário dos vôos é que é bem estranho, com chegada a Aruba à 1:40 da madrugada e saída de madrugada também. O aeroporto atualmente não é 24h, mas excepcionalmente nos dias desse vôo (2as e 5as), ele fica aberto. Eu imagino que existam taxistas esperando esses passageiros, até porque essa é a única maneira de sair do aeroporto nesse horário já que todas as locadoras de carro estão fechadas. Ainda não conheço ninguém que tenha viajado com esse vôo, assim que quem vier com a Lan, pode dar um depoimento aí contando. 😉

Como usar o celular ou smartphone em Aruba

Atualizado em agosto de 2017

Uma pergunta frequente nos comentários do blog é como fazer para usar o celular ou smartphone em Aruba ou como fazer ligações para o Brasil? Então depois de uma checada nos preços, eu resolvi facilitar a vida dos meus leitores e explicar como funciona o esquema de ligações e quanto custa. Uma informação que vale a pena saber antes de tudo: em Aruba não é possível fazer ligações a cobrar para o Brasil. Com isso em mente, vamos ver quais são as opções que existem.

A primeira opção que você tem é usar o roaming da sua operadora no Brasil. Mas essa é também a pior opção, assim que nem pense em fazê-lo! Melhor ainda, desabiite o roaming quando você vier. Meu marido, que não consegue viver desconectado, teve a má idéia de usar o blackberry por só dois dias no Brasil alguns anos atrás, só para dar uma “olhadinha” nos mails. E pagamos U$300 por isso. Fazer o caminho inverso e usar o celular do Brasil aqui, resulta numa facada nessa faixa ou maior.

A segunda opção é vir com o smartphone ou tablet ou laptop e usar wifi quando estiver disponível. Daí dá para fazer chamadas para o Brasil através de um programa de voip, como o skype, voipbuster, etc. É o que a maioria dos turistas faz e é uma boa opção para quem não faz questão de estar conectado o tempo todo. Só que é preciso levar em consideração que nem todos os hotéis tem wifi grátis. E existem hotéis que só disponibilizam internet por cabo nos quartos. Em média, os hotéis que não disponibilizam wifi grátis cobram $50 por semana pelo seu uso. Para quem prefere não pagar para ter a internet no hotel, basicamente resta ir ao Starbucks, McDonalds, Taco Bell ou algum restaurante moderninho que disponibilize. Só que eu acho que sair do Brasil para comer fast food igualzinho ao daí muito sem graça. Além do que, você vai acabar gastando com a comida e se bobear, no final vai custar mais que os $50. Então eu acho a terceira opção uma boa idéia para quem gosta de estar conectado e/ou não tem wifi grátis no hotel.

A terceira opção é comprar um sim card (chip) para o smartphone (lembre-se de que ele deve estar desbloqueado) com um plano pré-pago e adicionar um plano de dados para ter internet. Com isso você vai ter todas as facilidades do mundo como: poder ligar para um restaurante para fazer reservas, ou para diferentes operadoras para comprar um tour, ter um GPS (no caso de alugar um carro) e não se perder, estragando horas preciosas das suas férias, poder ir postando fotos das suas férias no facebook, instagram ou twitter, fazer check-in no foursquare, etc. Enfim, para mim, que sou uma dependente total de tecnologia, é imprescindível.

Em Aruba existem duas operadoras: a Setar (pronuncia-se sêitar), que antes de ser privatizada era do governo e a Digicel, que existe em Curaçao e Bonaire também. Aqui em casa, nós temos Setar, mas acho que as duas são equivalentes em cobertura. E ambas são boas. Em Aruba existe 4G de alta velocidade em toda a ilha para a transmissão de dados, resumindo: sempre você vai ter internet. Pausa para o meu choque cultural de expatriada ao passar as férias no Brasil. Comprei um chip da tim, que não sei se é melhor, pior ou equivalente às outras operadoras. Mas era um tal de lugares que tem e que não tem cobertura que é um saco. Já estou desacostumada dessa de ficar andando de um lado para o outro procurando sinal. Por ser um lugar turístico e por ser pequena, em Aruba esse problema não existe. A ilha inteira tem sinal.

Então vamos ao o mais importante, quanto se paga e como se faz:

1º Preço do sim card (chip).

Setar: $23

Digicel: $20

No preço das duas operadoras está incluído 6 dólares em ligações, o que provavelmente vai ser mais que suficiente para uma semana. No caso do crédito acabar antes, as lojinhas dos hotéis vendem cartões para recarga, a partir de 5 florins ($3).

2º Preço plano de dados (o acesso à internet).

Setar ArubaSetar 

Data bundles para quem não precisar crédito em ligações:

1 semana com 1 gb por $ 12

2 semanas com 2 giga por $ 20

 

Digicel Aruba

Digicel

1 semana por $16 com 700mb de dados

1 mês por $35 com 3gb de dados

 

 3º Onde comprar

As duas operadoras têm um quiosque no desembarque do aeroporto, que está aberto de segunda a sábado. O da Digicel abre das 10 às 19h de segunda a quinta. Na sexta, fecha às 17h e no sábado fecha às 18h.  E o da Setar abre das 9 às 17:30 h todos os dias menos domingo.

Então esse horário é o que dificulta para muitos brasileiros ter essa opção. Para os que chegam com a Avianca, vai depender da rapidez de conseguir as malas e passar pela imigração. Os que com certeza conseguem comprar o sim card no aeroporto são os passageiros da Copa. Então se você fizer parte daqueles que não conseguem comprar o sim card no aeroporto, existem duas alternativas: a Setar tem uma loja em Palm Beach, que fica ao lado do Wendy’s, mas a Digicel só tem uma loja no centro, na avenida do litoral (L.G. Smith Boulevard) em frente ao Seaport Mall.

Resumindo: comprar um sim card vale muito à pena se você se hospedar num hotel sem internet grátis ou se simplesmente quiser ficar conectado enquanto estiver de férias.

As eleições e o sistema eleitoral de Aruba

Carreata do partido avp no último domingo

Hoje é o grande dia das eleições em Aruba. Aqui, as eleições não são feriado, mas o trabalhador tem o direito de se ausentar por 4h para votar, então na prática, hoje tudo fecha ao meio-dia. Se algum leitor veio de passeio nos últimos cinco meses, com certeza deve ter notado as bandeiras e os adesivos por todas as partes. A primeira pergunta que os brasileiros fazem quando ouvem falar de eleições é: eleição de quê? Bom, daí o jeito é explicar que numa ilha de apenas duas cidades e pouco mais de cem mil habitantes, não tem como existir eleições municipais, estaduais ou federais. Aqui são “as” eleições, onde se elegem os membros do parlamento, os ministros e o ministro-presidente (Aruba, ao ser um estado independente, mas associado à Holanda, não tem um presidente, mas sim, um ministro-presidente).

Uma das coisas mais curiosas do sistema eleitoral de Aruba é que os partidos têm cor. Sim, cada partido é identificado por uma cor. Isso eu descobri em 2004, quando estávamos planejando o nosso casamento. Nós morávamos na Holanda, mas nos casamos em Aruba, que eu só conhecia por uma visita de duas semanas em 2003. Quando estávamos decidindo os detalhes, resolvemos fazer o casamento usando a cor amarela, por ser a cor em comum das bandeiras do Brasil e de Aruba. Alguns dias depois de comentarmos isso com a família, meu marido me disse que seus pais tinham receio de que o nosso casamento fosse visto como declaração de apoio a um partido (coisa que eles nunca fizeram) e eu fiquei totalmente surpresa. Ahn, como assim? Daí eu fiquei sabendo que em Aruba esse lance da associação da cor com um partido é muito forte. Gente que apoia um partido é capaz de passar o resto da vida sem nunca usar a cor do outro nem para roupas, nem para carro ou para a casa. No final, nós decidimos não mudar nada e fazer a decoração toda em amarelo e branco, mas que teve gente incomodada, isso teve!

Daí vocês podem ficar pensando: epa, quantos partidos têm? Senão, a escolha de cores pode ficar bastante limitada. Bom, existem oito partidos, mas, na prática, existem dois que se revezam no poder: um que tem a cor verde e outro que tem a cor amarela. Então embora existam os partidos com cor vermelha, azul, laranja e branca, a rivalidade grande é entre as cores verde e amarela.

 

Nessa época do ano, dá pra encontrar até doce de leite ninho nas cores que cada um desejar

O sistema eleitoral de Aruba é bem diferente do sistema brasileiro, por isso vou tentar explicar resumidamente. O parlamento tem 21 lugares e essas vagas são repartidas segundo o número de votos de cada partido, em 1º lugar e segundo o número de votos do candidato, individualmente, em 2º lugar. Cada partido tem que estabelecer uma lista, que pode conter até 29 candidatos, sendo que o candidato que tem o número 1 é o candidato a ministro-presidente daquele partido. Os outros candidatos da lista são candidatos a parlamentares ou ministros, no caso que aquele partido ganhe as eleições. Então, ao contrário do Brasil e de muitos outros países, a nomeação de ministros não pode vir “de surpresa”, com um nome que ninguém ouviu falar. Obrigatoriamente tem que ser uma pessoa que passou pelo crivo do partido, primeiramente e pelo crivo popular das eleições. A ordem em que os candidatos estão na lista é muito importante porque ela é que determina o corte, ou seja, segundo o número de vagas que o partido consegue, a ordem da lista determina quem entra no parlamento.

Lista do partido verde

Durante muitos anos, os partidos pequenos serviram principalmente para as coligações que definiam quem ia governar a ilha, então como um conseguia uma vaga, outro conseguia outra vaga e um terceiro conseguia umas duas, eles juntos acabavam tendo uma influência porque podiam coligar com um partido ou com outro para dar a maioria e decidir. Mas, nas últimas eleições, o partido verde ganhou de lavada, em grande parte, graças à péssima administração que o partido amarelo estava fazendo. Desta vez não foi necessária uma coligação, porque o partido verde conseguiu 12 das 21 vagas do parlamento e pode governar sem ter que fazer acordos nem prometer cargos para outros partidos.

O voto em Aruba não é obrigatório, mas a participação é altíssima, em torno de 90%. Só para efeito de comparação, nos EUA, onde o voto também não é obrigatório, a participação gira em torno dos 40%.

Para a distribuição de vagas, primeiro contam-se os votos válidos e divide-se por 21. O ratio determina quantos votos um partido precisa para ter uma vaga, então se um partido consegue 5 vagas por exemplo, os cinco primeiros da lista entram para o parlamento. E se um candidato consegue muitos votos, mas está baixo na lista do partido? Existe uma exceção para a regra: qualquer candidato que consiga 1500 votos automaticamente consegue uma vaga para o parlamento, independente do seu lugar na lista.

E como funciona a questão dos ministros? Como eu comentei antes, os ministros precisam estar na lista. Então partido que ganha acaba conseguindo por mais gente de sua lista no governo. Por exemplo, nas eleições passadas, o partido verde conseguiu 12 vagas, mas o número 1 se tornou ministro-presidente e seis outros se tornaram ministros, o que significa que até o candidato que estava no número 19 conseguiu entrar no parlamento.

A contagem manual dos votos (aqui não existe urna eletrônica) começa no sábado de manhã e o resultado final dos votos só vai sair no dia 2 de outubro. Outra coisa que eu acho curiosíssima é que o governo eleito assume imediatamente, no mesmo dia, não existe transição.

Como alguns leitores do meu blog sabem, meu marido trabalha no ministério de infraestrutura, então nós não estamos indiferentes a essa eleição, aqui em casa somos verdes até o último fio de cabelo! :p E para completar a lista de particularidades das eleições de Aruba, uma similaridade. Aqui como aí, tem lei seca que começa um dia antes e termina um dia depois das eleições. Até lá, seja num bar, restaurante ou supermercado, a venda de bebidas alcoólicas só é feita com uma comprovação de que se é turista. Então se você estiver em Aruba, saia com o seu passaporte que comprova a data de entrada!

 

A questão do abastecimento

O lado b de se morar numa ilha paradisíaca do Caribe é a questão do abastecimento. Coisas que você não dá valor quando se mora num país farto em produtos frescos, como o Brasil, aqui são apreciadas. Então ir ao supermercado e encontrar tudo o que você tinha em mente é um prazer inenarrável. :) Isso porque algumas vezes tem algum contêiner que está atrasado, por motivos diversos.

Aruba é abastecida por contêineres que tem 3 origens distintas: Estados Unidos, Holanda e Venezuela-Colômbia-países latino-americanos em geral. Então às vezes, principalmente na época da temporada de furacões, como agora, acontece de um contêiner não chegar na data prevista. Atualmente, o que está atrasado é o que vem da Holanda e a ilha não tem batatas. Para um turista pode parecer surreal, mas não tem batata em nenhum supermercado da ilha desde a 6a feira passada e segundo dizem o contêiner só vai chegar amanhã, o que significa que entre descarregar e distribuir, o produto tão esperado só vai reaparecer 6a feira.  Enquanto isso, essa que vos fala, vai ficando com lombrigas de uma boa salada de batatas para comer com a maionese caseira que eu fiz esse fim-de-semana.

No meu caso, eu acabo sofrendo mais do que a média com o atraso dos contêineres, porque, por uma questão de hábitos alimentares, aqui em casa, quase tudo o que consumimos é fresco. Não consumo leite de caixinha, por exemplo. Nem frutas e verduras congeladas. Não compro molho de tomate, eu mesma faço. Não uso tempero completo, compro vários tipos de ervas frescas, como manjericão, orégano, louro, além do indispensável cheiro verde. Não compro cubinhos de caldos de carne, frango ou peixe. Todos os meus caldos são caseiros e ficam congelados sem nenhum conservante nem glutamato monossódico. Isso faz com que eu faça no mínimo duas visitas ao supermercado por semana, mas pelo menos minhas idas são rápidas, porque eu passo quase batido por todas as prateleiras de produtos alimentícios e vou direto para a geladeira. E são exatamente os produtos frescos os mais afetados pelos atrasos de algum contêiner. Porque os supermercados sempre tem bons estoques de enlatados, arroz, farinhas e produtos de limpeza, mas ter um estoque de verduras e outros produtos frescos não é possível.

Então da próxima vez que vocês ficarem com aquela invejinha da minha proximidade com as praias paradisíacas, consolem-se pensando que morar aqui também tem seus perrengues. 😉

Nosso roteiro de 4 dias em São Paulo com criança

Todos os anos nós passamos alguns dias em São Paulo antes de voltar para Aruba. Como eu morei lá quase 11 anos e tenho muitos amigos e família, sempre faço questão de passar uns dias. Mas o desejo de aproveitar ao máximo as férias com a meus pais sempre acabava apertando essa estadia para três dias e acabávamos com a língua de fora de tantos lugares para visitar e tanta gente para tentar rever. Resultado: meu marido criou uma birra com São Paulo, que para ele era sinônimo de correria e estresse. Daí esse ano, resolvi ficar 5 dias para desfazer essa impressão e ao mesmo tempo, procurar alguns passeios legais para a filhota aproveitar.

Chegamos num sábado à noite, então o nosso primeiro passeio foi no domingo. Eu tive a brilhante ideia de ir ao zoológico. Acontece que num domingo de férias escolares e com ótimo tempo, cara de primavera, milhares de pessoas tiveram a mesma ideia. Já foi super difícil chegar lá, porque ficamos presos no tráfico da Miguel Estéfano. Não dava para ir para a frente, nem para trás nem para os lados. Quando finalmente chegamos, vimos umas mil pessoas se aglomerando nas bilheterias. Estávamos num grupo de cinco adultos e duas crianças e resolvemos visitar o Jardim Botânico, que fica do lado e a gente nem sabia que existia.

Diana no castelinho do jardim botânico

Diana no castelinho do Jardim Botânico

A aprovação foi unânime, inclusive dos pequenos visitantes de 2 e de 5 anos. Como tínhamos ficado tanto tempo parados no trânsito, começamos a visita pelo restaurante. É um restaurante com comida por quilo honesta que agradou aos diversos paladares. Depois, resolvemos caminhar pelo Jardim Botânico seguindo uma trilha que as crianças descobriram. É uma trilha de terra, que sobe um morrinho do lado esquerdo do parque. Depois, vimos pelo mapa que acabamos percorrendo o parque inteiro e podemos assegurar que até uma criança de 2 anos pode fazer tranquilamente. No final da trilha tinha um castelinho, que era uma casa em miniatura. A filhota subiu e desceu mais de dez vezes, assim que foi uma atração aprovada. Outra atração à parte são os inúmeros macacos bugios que ficam macaqueando e pulando de galho em galho, para o deleite de grandes e pequenos

Depois da trilha, passeamos pelos jardins e desfrutamos o lugar. A entrada vale muito à pena: são R$ 5 por pessoa, sendo que crianças até 4 anos não pagam. E tem um estacionamento em frente que custa R$ 8.

O segundo passeio paulistano foi o Ibirapuera. Sabendo das dimensões do parque, resolvemos nos concentrar nos parquinhos. Fomos primeiro ao parquinho menor, que fica logo depois da Oca. E aproveitamos para ver por lá a exposição do Luís Gonzaga. Para orgulho do pai arquiteto, a Diana se divertiu muitíssimo e adorou as janelas redondas e o formato singular do prédio. Depois fomos ao parquinho “pequeno”. Bom, chamar este parquinho de pequeno só serve para um efeito de comparação com o outro. O parque ocupa uma área bem grande e tem brinquedos bem diversos, como uma tirolesa, um circuito de barras de braquiagem, um carro igual ao dos Flintstones, além dos tradicionais balanços e gangorras.

Circuito de barras de braquiagem para crianças pequenas

Circuito de barras de braquiagem para crianças pequenas

Depois da filhota se divertir o quanto queria no parquinho menor, resolvemos procurar o maior. Para chegar nesse, o melhor é ir perguntando mesmo porque não tem uma rota clara e definida. Só chegar lá é incrível: não dá para chamar de “parquinho” porque o que existe é uma área do tamanho de um campo de futebol de brinquedos. São muitos, são variados e estão espalhados numa área bem grande. Definitivamente é um lugar que vale a pena levar sanduíches para fazer piquenique e passar o dia. Como esse não foi o nosso caso, tivemos que ir embora antes da filhota conseguir o seu objetivo de experimentar todos os brinquedos, já que bateu a fome. Enfim, damos uma nota 10 ao Ibirapuera. Não só tem uma quantidade de brinquedos grande e variada para a garotada, com também nos brinda com algumas coisas inusitadas como estas:

Árvores surrealistas

Estas árvores me lembraram um desenho de Escher

 

Túnel de eucalipto

O eucalipto que virou brinquedo

O nosso terceiro passeio paulistano foi o Aquário. Eu confesso que nem sabia da existência dele, que foi um achado da minha irmã, mas como eu visitei dois oceanários quando morava na Espanha, fui achando que ia ser algo no estilo. A entrada é salgada, são R$ 40 para adultos e R$ 30 para crianças de 3 a 12 anos. Eu até entendo o preço porque imagino que a manutenção deva ser bem cara, mas eu tinha aquela expectativa de passar pelo menos umas 4h visitando e tive a surpresa de que em uma horinha, sem correr nem nada, já tínhamos visto tudo. O lado bom foi que a filhota adorou, claro. Então para as crianças a diversão é certa, afinal eles podem ver jacarés, cobras diversas, tubarões, peixes super exóticos e até o Nemo e a Dory. Ao final, também tem uma parte com esculturas de diferentes tipos de dinossauro, que tivemos que passar correndo porque a Diana ficou com medo e finaliza com uma sala cheia de morcegos. Não entendi a relação com o aquário, mas foi super interessante, eu nunca tinha visto morcegos tão grandes e tão de perto.

Sala dos pinguins

Os pinguins que não eram de Madagascar

Diana e o jacaré

Parece que vai sair de lá de dentro!

Ao final, a minha avaliação é: se for para crianças, é uma atração legal. Mas não conte com preencher o dia com esse passeio, porque é bem curto. E vale mais à pena para quem nunca conheceu um aquário grande, porque a minha expectativa era essa:

Faunia - Madrid

Aquário de Faunia – Madrid

O nosso último dia de passeio em São Paulo foi também o mais surpreendente. Fomos conhecer o museu de ciências Catavento. Para começar, adoramos o preço. A entrada para adultos custa R$ 6 e para crianças de 4 a 12 custa R$ 3. Apesar do site e dos próprios funcionários não recomendarem as três primeiras seções para crianças menores de 7 anos, nós resolvemos teimar e a filhota adorou. Claro que ela não entendeu as explicações das formações das galáxias nem da teoria da evolução, mas o museu é extremamente visual e interativo, então a diversão foi garantida. O que realmente resolvemos pular foi a seção Sociedade, porque nanografia e química para 5 anos realmente é demais. O mais interessante para crianças de todas as idades, sem dúvida, é a seção Engenho, onde estão os experimentos. Dá para ter os cabelos arrepiados pela eletricidade, dá para fazer uma bolha ao redor de si, cruzar uma ponte formada por partes soltas, ver uma máquina de raios e tantos outros experimentos que fica difícil enumerar. Enfim, foi tão divertido que quando saímos, a filhota disse que tinha adorado o “parquinho”. 😀

Diana fazendo uma bolha ao redor de si

Dentro da bolha

Ponte romana

Nossa visita ao Zeerover

Muita gente considera o Zeerover um lugar obrigatório da lista de onde comer em Aruba. E por incrível que pareça, até o domingo passado eu não conhecia, hehehe. Confesso que essa afirmação sempre chocou muitos amigos, conhecidos e turistas, todos fãs de carteirinha e a verdade é que o lugar tem muita clientela fixa e móvel.

Como chegar

O Zeerover fica em Savaneta, que é um distristo de San Nicolas, então é uma boa pedida para quem estiver indo ou voltando de Baby Beach e Rodgers Beach. É super fácil de achar, desde que você saiba a entradinha para ele. Como nenhum turista sabe, eu fiz um mapinha com duas linhas, uma mostra como chegar vindo de Baby Beach e outra como chegar vindo dos hotéis. Se vocês forem espertos, podem imprimir antes de vir e não perder tempo das suas preciosas férias rodando sem destino. 😉


View Caminho para o Zeerover in a larger map

O lugar em si

Deixa eu começar contando as origens do Zeerover. Se alguém estranhar eu não estar usando o termo restaurante, é porque não é mesmo. O Zeerover (palavra que significa pirata em holandês) é um ancoradouro para pequenos barcos de pesca. Pequenos mesmo, porque aqui a pesca normalmente é um hobby que muita gente tem. Alguns ganham um dinheirinho com isso e vendem em peixerias ou restaurantes e outros só para consumo próprio. Algum tempo atrás, alguns pescadores resolveram comprar umas panelas com cestos para fritura de imersão e assim poder comer o peixe que haviam acabado de pescar. Com o tempo foram pondo mais mesinhas de madeira e depois acabaram passando a vender. E basicamente ficou assim até hoje. Lá não tem uma cozinha (razão pela qual eu me recuso a chamar de restaurante), até hoje tudo é feito nos cestos de fritura ou feito fora, previamente.

Então funciona assim: você chega e não entra. Olhe a fila que tem em frente a um mostrador do lado esquerdo. Daí você vai poder ler o menu permanente. Sempre vai ser o peixe do dia, camarão, banana frita, pan batí (um pão típico de Aruba, que comumente se come com peixes) e cebola à vinagrete. Cartão de crédito ou débito são desconhecidos por lá. Só dinheiro vivo, pode ser dólar ou florim, como em todos os lugares de Aruba.

Menu do dia

Menu permanente

Então, por curiosidade, você pergunta a uma das senhoras, qual o peixe do dia. No domingo era mahi mahi (dourado).

O nosso fresquíssimo mahi mahi

O nosso fresquíssimo mahi mahi

No mesmo instante que a senhora nos disse qual era o peixe, um pescador chegou com alguns red snapper (pargo vermelho) que ele tinha acabado de pescar. Adoramos red snapper, mas ele ia demorar um tempo para descamar, então ficamos com o mahi mahi, que também é uma delícia.

red snapper

O red snapper que não comemos

Daí vem o cálculo do preço, que é a coisa mais imprecisa do planeta. Elas perguntam o quê você vai querer, considerando o número de pessoas como unidade de medida. Então nós pedimos peixe para duas pessoas e meia (porque estávamos com a filhota) batata frita para duas pessoas e pan batí para uma pessoa. Isso sairia por U$ 24. Daí nós dissemos que queríamos camarão também, porque vimos os camarões super graúdos e com uma ótima pinta. Só que a senhora colocou uma quantidade enoorme de camarões e vimos que não íamos dar conta de comer. Depois que ela reduziu (para o que depois contamos em 22!), acabou ficando $ 11 mais caro, contando com uma porção de molho tártaro. Então, convenhamos que é farto e barato.

nossa visita ao Zeerover

Depois disso, ela passa o peixe e camarão para o senhor responsável por fritar. Nós pegamos um número e escolhemos alguma mesa para sentar. O único serviço de mesa é na hora em que tudo fica pronto. Eles trazem o peixe e a batata dentro de um cesto com papel para tirar um pouco da gordura, pratos e talheres de plástico e bom apetite!

porção de peixe e camarão

5 postas enoormes de peixe e 22 camarões graúdos, nham, nham, nham

O almoço foi fartíssimo, sobrou batata frita, porque preferimos nos esforçar em terminar o peixe e os camarões. Estava tudo uma delícia, a única ressalva que eu faço é que em algumas postas eu encontrei escamas. Mas uma coisa que é muito charmosa é a própria localização. Você se senta literalmente do lado do mar, com brisa, peixinhos nadando bem pertinho, pode ver o pôr-do-sol, se quiser, enfim super a ver com umas férias gostosas. Todo mundo lá está vestido com short, camiseta, chinelo, bem climão de praia mesmo.

Vista das mesas

Existem mesas dentro e outras do ladinho do ancoradouro

peixinho nadando

Peixe nadando aos nossos pés. Se alguém souber o nome do compridinho aí, me avise.

mesas no píer

Também é possível sentar-se no final do píer

Resumindo: vá naquele clima de quem curte comer um espetinho de camarão à beira-mar. Mas se você quiser comer um bom prato de peixe fresco, existem outros restaurantes (que também vendem peixe pescado no mesmo dia) com cozinheiros que sabem fazer outros pratos que não sejam de fritura de imersão. 😉

Ritz-Carlton Aruba abre dia 2 de novembro

O Ritz-Carlton anunciou hoje, através do seu site, a data de abertura do hotel: 2 de novembro de 2013. Quem já veio para Aruba deve ter reparado aquela construção gigantesca depois do Marriott.

Ritz-Carlton

Foto: Aruba Daily

Todo processo de venda do terreno para o Ritz-Carlton e da própria construção foi envolto em muita polêmica. Alguns anos atrás decidiu-se no parlamento não ampliar mais a rede hoteleira de Aruba por dois motivos: a falta de capacidade da ilha, em termos de infraestrutura (lembrando que ela mede apenas 33km por 9km) e a manutenção dos poucos kilômetros de praia livre para os locais.

Pois bem, o partido que estava no governo anterior ao atual, resolveu ignorar isso e vender um pedaço bem grande da praia Fisherman’s Hut para o grupo Ritz-Carlton. Quando houve o desenvolvimento hoteleiro no litoral, muitos anos atrás, essa praia foi “doada” aos pescadores, porque eles estavam sendo empurrados cada vez mais longe e já não tinha mais muito lugares para pescar. Ela também é a praia mais popular para os praticantes de windsurf e kitesurf e é lá que se realiza o Aruba Hi-Winds, o maior torneio de windsurf e kitesurf do Caribe. O terreno do hotel ocupa pelo menos 1/4 da praia e como em Aruba, o vento vem na direção da terra para o mar, o edifício bloqueia e muda a direção dele. Houve muito protesto, petições on-line e tudo mais, só que o governo atual não conseguiu desfazer o negócio, porque a multa de recisão de contrato era astronômica.

Enfim, agora o hotel está praticamente pronto e agora esperamos ele tenha uma influência positiva para a ilha. :)

Concurso One Happy Honeymoon

Pessoal, a associação de turismo de Aruba está fazendo uma promoção legal para os casais apaixonados. Quem quiser participar tem que entrar na página da promoção, depois publicar uma foto do casal e escrever a história de amor dos dois. Isso tem que ser feito até dia 1º de março e entre o dia 2 e o dia 8 de março, a história que tiver mais votos no facebook vai ganhar sua viagem de lua-de-mel para Aruba.

Aproveitem e curtam a página do Facebook do Guia de Aruba para ver o link. Lá, eu publico coisas menores como notícias, eventos e outros fatos que não merecem todo um post. 😉

https://www.facebook.com/pages/Guia-de-Aruba/299726053420739