Um tour para conhecer a comida e o centro de Aruba

Na 6a feira nós fizemos o Fusions of the World Food Tour, que é um tour por 5 restaurantes de Oranjestad. Enquanto passeamos pelo centro, o nosso guia Mark Benson foi explicando a história dos principais pontos históricos que vamos vendo pelo caminho. Como ele comenta, esse tour é 20% de história e 80% de comida. Se você  é daquelas pessoas que tem vontade de conhecer um pouco da culinária de Aruba e ao mesmo tempo conhecer um pouco da historia e de curiosidades locais, esse tour é para você.

guia dando explicacoes

O nosso guia Mark dando as explicações iniciais

Os restaurantes e o cardápio variam, mas sempre priorizam a culinária local. No nosso caso, o grupo não era composto por turistas, mas sim por pessoas da ilha que trabalham com turistas, então tivemos uma espécie de tour do tour. O tour começa às 18:45h e o ponto de encontro fica em frente à Cosecha, uma loja de artesanato local que fica num predio centenário. Eles oferecem traslado do hotel para o ponto inicial do tour, mas isso não inclui a volta, então há que se levar em conta que a volta fica por conta de cada um.

Em cada restaurante você é recebido com uma porção de comida e uma bebida para acompanhar. A nossa primeira parada foi no restaurante The Old Fisherman, um lugar super tradicional de peixes, onde provamos polenta (algo que é tão típico daqui, que na casa da minha sogra, por exemplo, tem todos os dias), pan bati (uma espécie de pão de frigideira feito com farinha de milho) e bolinhas de peixe (balchi pisca) fritos com molho típico de Aruba, chamado saus crioyo, à base de tomate, cebola e pimentões. A porção foi bem generosa e estava tudo delicioso, o duro foi se controlar para deixar espaço para todos os restaurantes que ainda faltavam. O nosso drink foi o Aruba Ariba, que é um coquetel de ponche de frutas, vodca, rum, licor de bdanana e Gran Marnier, delicioso!

Quando saímos, o Mark nos contou que o prédio que fica na frente do restaurante é uma casa tombada pelo departamento de monumentos da ilha, com mais de cem anos. Pois essa casa ficava na Mainstreet e pertencia a um banco, que queria usar o terreno da casa para ampliar o seu estacionamento. Como eles não podiam mexer na casa tombada, eles propuseram traslada-la para o lugar onde fica atualmente. Eu acho que nunca tinha visto uma casa que mudou de lugar, então acho que esse é um caso bastante raro.

nossa porção de aperitivos e bebida

No sentido horário: bolinho de peixe, pan bati e polenta acompanhados de saus crioyo e Aruba Ariba para acompanhar

De lá, fomos caminhando pela orla, aprendendo curiosidades sobre os restaurantes e edifícios. Chegamos ao Café The Plaza, famoso ponto de encontro de holandeses da ilha. Lá nós comemos bieterballen (uma espécie de croquete de carne), iscas de frango grelhadas e uma porção de queijo gouda com molho de amendoim, acompanhados por uma das cervejas locais, a Balashi. O Mark nos explicou as diferenças entre as quatro cervejas produzidas na ilha e também falou dos salgadinhos. Terminamos a nossa segunda degustação já com a barriga cheia, mas corajosamente fomos para a nossa seguinte parada. No caminho, ele explicou a historia da babosa (aloe vera) na ilha e passamos na loja de produtos de aloe, que funciona desde o século XIX. Lá todo mundo ganhou um vale desconto de $7 e ficamos todos felizes. Eu particularmente adoro o protetor solar deles, então o desconto será usado com certeza!

brinde com cerveja local

Nosso grupo brindando com Balashi

franguinho, croquete e bieterballen

Nossos aperitivos tudibom: franguinho, queijo e bieterballen

A terceira parada foi no Cuba’s Cookin’, um restaurante cubano que já ganhou um post aqui no blog. Na chegada fomos recepcionados por uma barwoman que nos mostrou como se faz o mojito, o tradicional drink cubano. Quem gosta de caipirinha, gosta de mojito, então eu adorei. Ainda bem que ela colocou bastante gelo, então não ficou tão forte, senão eu não sei como ia chegar ao outro restaurante, hehehe. Para comer tivemos três opções, podíamos escolher uma de cada. Duas das opções eram patacones que são uma  espécie de bolacha frita de banana da terra verde, com sabor salgadinho. Os patacones serviam de base para uma porção de carne vieja (prato cubano que parece carne louca com molho de tomate) ou uma alternativa vegana com pimentões e quiabo. A terceira opção era ceviche, que veio numa porção tão grande que eu quase não terminei de comer. Como meu marido é vegano, ele ficou feliz de notar que esse foi o único restaurante que ofereceu uma alternativa especialmente para esse público, algo que é condizente com o próprio cardápio deles, que tem diversas opções de entrada, prato principal e sobremesa veganos. De quebra, ganhamos um vale mojito para ser usado acompanhando uma refeição.

menu degustação do Cuba's Cookin'

Trio campeão: Patacón com carne vieja, ceviche e mojito

De lá, nós caminhamos à beira mar, cruzando o Wilhelmina Park, ouvindo histórias do parque e das estátuas. A quarta parada foi no The West Deck, que fica no início do Linear Park, o parque projetado pelo meu marido, que foi o motivo de termos vindo morar aqui. Lá nós comemos um mini-sanduíche de johnny cake recheado com frango na brasa temperado com uma mistura de muitas coisas e que é bem picante. A massa eu acho que tem o sabor parecido ao nosso pastel, só que mais grosso. O johnny cake é original da Jamaica e foi trazido a Aruba por imigrantes que vieram trabalhar na refinaria no inicio do século XX. Como a refinaria fica em San Nicolas, aqui em Aruba johny cake é típico de lá. O nosso foi acompanhado de limonada pra gente poder continuar o tour senão a gente ia acabar se perdendo com tanta birita!

aperitivo do West Deck: johnny cake

Nossos johnny cakes de frango

E para finalizar fomos ao Italy in the World, um restaurante charmosíssimo localizado na edificação mais antiga da ilha, uma casa mais de 200 anos de idade ao lado do Fort Zoutman. Mauro, o proprietário, um italiano da cidade de Trento, nos mostrou uma foto de 1885, onde aparece tanto a casa quanto o forte. E ambos à beira mar! Quem conhece a ilha sabe que hoje em dia existe um hotel e um shopping center naquela parte onde se  via o mar. Nem eu sabia que aquele trecho é aterrado, mas tendo sido a ilha colonizada por holandeses, não é de se estranhar. Sendo uma casa tão antiga, dá para entender porque o restaurante e tão pequenininho, com apenas seis mesas, mas que charme! Finalizamos a noite com um tiramisu acompanhado de vinho moscato, foi a chave de ouro que fechou nossa noite.

foto do restaur ante

Mauro nos mosta a foto de 1885 com o restaurante e o forte ao fundo

O tour durou aproximadamente 3h, depois de uma caminhada de quase 2 km, mas como fazemos várias paradas, não chega a ser cansativo. Além do que a gente acabou conversando e rindo bastante com o grupo. É muito importante ir com um sapato confortável, salto alto nem pensar até porque, em vários trechos, o solo é irregular. O preço e $65 e o tour sai as 2as e 5as feiras.O tour é  feito em inglês, mas no caso de alguém pedir, ele explica uma versão reduzida em espanhol.

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